Universidade · Pesquisa · Desenvolvimento Projetos Cejera ↗

Agenda

Primeiro experimento do ROT está agendado para 2 de janeiro de 2021.

Duas cerejas, duas matrizes orgânicas e o primeiro teste do vetor celular que deverá anteceder a etapa neural do Recodificador Organo-Tecnológico.

Preparação do primeiro ciclo de recodificação
Preparação do primeiro ciclo de recodificação

O primeiro experimento do Recodificador Organo-Tecnológico foi agendado para 2 de janeiro de 2021. A atividade será conduzida na infraestrutura subterrânea, com acompanhamento dos núcleos de recodificação e Botânica Avançada.

Duas amostras de cereja, uma doce e outra ácida, servirão como referência para comparar perfis biológicos e a resposta do sistema. O objetivo é investigar a transferência controlada de uma característica entre matrizes sem perder os registros de origem.

A escolha das cerejas corresponde à primeira etapa do programa. Nesta fase, o ROT utilizará um vetor celular primário destinado a verificar se uma alteração calculada pelo sistema pode ser introduzida em matéria orgânica e posteriormente detectada pelo próprio recodificador.

O experimento não busca converter integralmente uma amostra na outra. O sistema deverá identificar diferenças específicas entre as matrizes, selecionar um conjunto limitado de características e acompanhar possíveis alterações celulares sem eliminar a estrutura biológica anterior.

Esse procedimento funciona também como preparação para a segunda geração do programa. O vetor posterior, já definido na arquitetura geral do ROT, deverá atuar em células do sistema nervoso e possuir grau de seletividade muito superior.

A etapa neural prevê a introdução de proteínas fotossensíveis em populações neuronais selecionadas. Uma das principais referências do projeto é a Channelrhodopsin-2, ChR2, proteína capaz de transformar incidência de luz azul em alteração elétrica da membrana celular.

Dentro da arquitetura prevista, o vetor neural não teria a função de inserir diretamente uma memória ou um pensamento. Seu papel seria criar uma nova interface física nos neurônios, permitindo que determinados circuitos fossem estimulados durante processos naturais de percepção, aprendizagem e recuperação de memória.

A luz solar consta no programa como primeiro ambiente de exposição, por reunir naturalmente diferentes regiões do espectro. A luz azul deverá ser utilizada como sinal mais seletivo durante os testes relacionados à ChR2. Uma etapa posterior prevê a substituição ou complementação dessa proteína por variantes sensíveis a comprimentos de onda maiores, incluindo a região vermelha.

Os pesquisadores consideram essa progressão fundamental. O primeiro vetor pergunta se matéria viva pode receber uma instrução. O segundo deverá perguntar se matéria neural modificada pode responder de forma previsível a um sinal externo.

A atividade de 2 de janeiro não utilizará tecido neural. As cerejas permanecem como única matriz biológica prevista para este ciclo.

O comunicado não constitui convite de acesso ao laboratório. A atividade integra o programa de pesquisa supervisionada; uma síntese será divulgada após a revisão dos resultados.

A ordem das amostras foi registrada antes da inicialização. A equipe considera importante preservar até o que parece irrelevante.

Antes de ensinar um circuito a responder à luz, é necessário demonstrar que uma célula pode aceitar uma nova instrução.
Retornar ao arquivo ↗